Baby-Blogs - O Lobby (parte 1)
Meus amiguinhos:
Hoje quero falar muito a sério de uma questão, ou melhor, um FENÓMENO que me tem suscitado uma série de preocupações: Os Baby-Blogs.
Antes de mais, se calhar até é útil fazer aqui uma breve introdução à minha vida.
Eu sou uma rapariga solteira, já perto dos 30 e estou numa idade em que a questão da maternidade me colocada por toda a gente. Não sou casada aos olhos de Deus, mas tenho o meu companheiro de facto, o Cajó. O Jójó que eu falei no outro post é um "amigo colorido" pelo qual nutro uma paixão platónica q é casado, mas falarei melhor dele um dia. Sim porque eu sou uma rapariga com muito amor para dar.
Continuando, o Cajó foi meu namorado desde sempre (tenho que aprofundar este assunto) e um dia resolvemos juntar as escovas de dentes na casa dele, um andar muito jeitoso por sinal, ali prós lados do Rio Trancão, para quem não sabe é um rio que passa ao pé de Sacavém, periferia de Lisboa. Antes da Expo 98 era um rio muito mal cheiroso, mas com aquelas obras todas e mais não sei o quê, ficou sem tanta poluição e o cheiro até é suportável.
Até me custou um bocadinho ir para lá, confesso. Porque o meu sonho era viver em Lisboa, onde de facto tudo acontece, e eu, não desfazendo, sou uma moça muito cosmopolita, mas os preços das casas estão pela hora da morte e então, que remédio ir para os subúrbios. Mas é um T2 muito bom, não pensem que é cá um cubículo! Tem cerca de 120 m2, com uma arrecadação na "penthouse", ou seja, no último andar. Gosto tanto da palavra "penthouse"...não é por causa da revista com o mesmo nome, não pensem...(prevertidos!), é porque me lembra aqueles apartamentos chiquíssimos, tipo loft (também adoro esta palavra e lofts, claro!) dos filmes americanos, mesmo no último andar dos arranha céus...bom, eu e esta mania de me dispersar...já na escola primária era assim...palavra de honra que não faço de propósito, mas tenho este grande defeito, de me dispersar. Que nervos!
Vinha aqui falar de baby-blogs e vejam só onde a conversa foi parar...à "Penthouse". Que vergonha...é uma autêntica antítese! (Também adoro esta palavra. Qualquer dia faço um levantamento das minhas palavras favoritas. A ver se não me esqueço). Já dizia a Maria do Amparo, a mulher a dias da mãe, "Oh menina, as conversas são comos as cerejas, vêm sempre aos pares." Isto era a justificação que ela dava quando estava na conversa com as vizinhas em vez de passar a ferro. Só que o meu caso é mais grave. As conversas vêm às resmas! Qualquer dia também hei-de falar da Maria do Amparo.
Ai meu Deus...tenho que acabar este post que isto tá enoooorme!! Valha-me Deus. Algo me diz que este assunto ainda vai dar pano para mais não sei quantos posts. Ai, ai...
Beijinhos e abraços da vossa
Collette


